domingo, 20 de junho de 2010

MAGNIFIED HEALING

DIA 04/07/2010 - CURSO DE MAGNIFIED HEALING
DA 10 AS 17HS
FACILITADORA : AJASTA KAM SIN (SIMONE AP. STAHLSCHMIDT)

domingo, 13 de junho de 2010

O EREMITA


"Tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para todo propósito debaixo do céu;
tempo de nascer e tempo de morrer;
tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou;
tempo de matar e tempo de curar;
tempo de derrubar e tempo de edificar;
tempo de chorar e tempo de rir;
tempo de prantear e tempo de brincar;
tempo de espalhar pedras e tempo de juntar pedras;
tempo de abraçar e tempo de abster-se de abraçar;
tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de jogar fora;
tempo de rasgar e tempo de coser;
tempo de calar e tempo defalar;
tempo de amar e tempo de aborrecer;
tempo de guerra e tempo de paz."
(Eclesiastes 3;1-8)

(Meditando com o Eremita)

domingo, 6 de junho de 2010

Sara - Resgate de uma vida




Nasci em 1861, numa cidadezinha aos redores de Barcelona, num clã de ciganos onde meu pai era o chefe e orientador espiritual; minha vida estava predestinada a ser alguém de muita importância ali, pois herdei de minha mãe o dom da vidência e de meu pai a sabedoria. Tinha em mim o espirito livre que ardia em meu peito desde pequena, e sabia que não seria fácil para mim aceitar a limitação de ser mulher, casar e ter filhos como era rotineiro para a maioria das mulheres.
Meu povo vivia fugindo, se escondendo, eramos muito pouco aceitos pela sociedade conservadora da época, e eu por ser criança ainda acreditava que todos éramos bons, que todos eram iguais. Logo percebi que isso não era verdade. Eu estava diante de um fato incontestável; o mundo era desumano. Tive a certeza disso quando visitei um acampamento de um clã próximo ao nosso que havia sido destruído por missões religiosas da sociedade da época. O que vi foi tanta destruição que tive medo de nunca mais dormir. O sangue escorria na terra como água de um riacho.
Logo avistei você, aquele que viria a ser meu irmão adotivo anos mais tarde; seu pai morreria de uma doença grave e você já não tinha mãe. Seu nome era Ruani, meu querido e eterno irmão/companheiro amado. Nesta época eu estava com cinco anos de idade, e você 10, seus olhos já estavam marcados com o sofrimento da perda de sua mãe, e agora isso, seu acampamento encontrava-se destruído, devastado.

Meu pai sempre preocupado com os seus foi até o seu e ofereceu ajuda, logo todos vocês se mudaram para o nosso acampamento, meu pai permitiu que todos vocês continuassem com seus rituais, e seus costumes, nossos pais ficaram mais unidos, e pouco a pouco foram se tornando meio que inseparáveis, aos poucos seu pai foi reconstruindo o seu acampamento e você voltaram para a sua origem. Percebi a alegria em seu olhar quando você pode voltar para a sua casa, seu lugar. Aos 10 anos de idade você já sabia o que queria e eu já o admirava por isso, adorava cavalgar, e gostava de correr pelas campinas com liberdade. Queria ser domador, assim como meu pai, domar cavalos selvagens era algo que meu pai fazia bem. Um dia você me chamou para cavalgar com você. Como eu era bem menor tive dificuldade para me equilibrar, mas você me segurava com força e me deixava sentir que do seu lado jamais poderia cair... foi assim que eu tive o contato com aquele que seria a razão de tantas alegrias e tantas tristezas durante anos, séculos.... Assim começa a história resgatada a pouco, ditada por essa parte de mim que se encontrava adormecida até te reencontrar. Gostaria de saber, de entender o que aprendemos com tudo isso... mas esse é o inicio da história que vou contar.
Éramos um clã tradicional. Dançavamos, cantávamos, tinhamos na liberdade a razão de nossas vidas. Não podiamos imaginar uma vida presa sem uma possibilidade de ir e vir, o que acontecia nesta época é que nada disso era possivel. Mudamos muito para que não ficassemos marcados pelo preconceito e o julgamento.
Passaram-se 2 anos e eu não te vi mais, sabia de você e de seu pai através das visitas que meus pais faziam a vocês. Eu estava com 7 para 8 anos de idade, mas a minha maturidade era algo que assustava a todos. Meu pai dizia que era por eu ser uma alma velha, que estava encarnada porque era rebelde. Nunca duvidei disso devido a todos os acontecimentos desta existência.
Numa tarde chega a noticia : o chefe Huan havia morrido,estava muito fraco nos últimos meses e não conseguia se alimentar com fortes dores. Sendo assim fomos para o funeral. Logo ao chegar avistei Ruani com o olhar perdido, parecia que todos inclusive eu estava transparente. Logo depois dos ritos,mau pai dirigiu-se a Ruani e disse que era desejo de seu pai que ele ficasse conosco, até que fosse mais velho e pudesse assumir o posto de seu pai, assim todo o grupo ficaria junto no nosso acampamento. Não havia ninguém para substituir Huan, seu povo havia sido morto e alguns fugiram, migraram-se para outras terras em busca de trabalho. Sem contestar e com lágrimas nos olhos Ruani olhou para mim e disse que iria sim, que precisava reencontrar paz. Difícil ouvir isso de um garoto de 12 anos, meu pai se emocionou e disse a ele :
- A partir de hoje você e meu filho, tanto quanto Sara. Aprenderá tudo que eu puder te ensinar, e partilhará de tudo que meu grupo puder te oferecer. Percebi ali que o amor que nascera naquele momento nunca mais se diluiria. Poderiam se passar séculos, era pra sempre. continua...


Limitação - Voar além das nuvens !




Acordei pela manhã com um sentimento de saudade. Não era simplesmente saudade de alguém, era saudade de mim.

Nem mesmo sei explicar porque, apenas olhei para meu corpo de
uma forma que nunca antes eu havia olhado. Percebi o que era ser eu, achei estranho estar pensando isso, mas a estranheza me deixou atordoada.Afinal de contas o qua fazia eu neste corpo, parecia uma prisão.

Uma sensação delimitação invadiu o meu ser, e parecia que algo me trancava dentro de mim mesma para que eu continuasse vivendo a experiência. Parecia que eu pertencia a um outro lugar, que eu não era mais dona de meu próprio destino. Como se o "corpo" ditasse as regras mais básicas.
Meu ser infinito dentro de um corpo finito, como um motorista que dirige um carro querendo dar 200km na estrada mas ele só chega a 100.

Foi assim que acordei, com uma terrível sensação de limitação. De um limite que não sei dar nome. Apenas sinto. Como que alguém que acabou de voltar do coma e encontra-se preso no leito. Parece que nunca mais vai andar. Esse corpo é pequeno para a alma que nele habita. Mas é essa a lição. Aprender a aceitar pacientemente aquilo que sou. E amar tudo que me foi dado. Será que consigo ? QUERO VOAR !